Encoder: guia completo — incremental ou absoluto, como escolher e quando trocar
O encoder incremental conta pulsos a partir do ponto em que foi ligado — é mais barato e resolve a maioria das aplicações de velocidade e deslocamento. O absoluto informa a posição exata mesmo depois de faltar energia, e é o indicado quando parar no lugar certo importa: posicionamento, eixos de corte e máquinas que não podem fazer referência a cada partida. Para escolher, valem cinco dados da plaqueta: resolução, alimentação, tipo de saída, diâmetro do eixo e padrão de flange.
- O que o encoder faz na máquina
- Incremental: conta pulsos a partir do zero
- Absoluto: a posição não se perde
- Os cinco dados que definem a troca
- Quando trocar (e quando o problema é outro)
- Incremental x absoluto: o que muda na prática
- Encoders na Ecotron: especificação conferida antes de despachar
- Perguntas frequentes
Encoder B58N1024D8Ba20 Dynapar
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Ver este item na lojaO que o encoder faz na máquina
O encoder transforma movimento em sinal elétrico. Acoplado ao eixo do motor ou a um eixo de transmissão, ele informa ao acionamento quanto girou, em que sentido e a que velocidade — é o que permite a máquina saber onde a peça está.
Sem esse retorno, o inversor trabalha em malha aberta: ele impõe uma frequência e torce para que o motor acompanhe. Com encoder, o sistema fecha a malha e corrige desvio de carga, escorregamento e inércia. É por isso que ele aparece em servoacionamento, corte no comprimento, dosagem, bobinadeira e posicionamento de mesa.
Incremental: conta pulsos a partir do zero
O encoder incremental gera um número fixo de pulsos por volta. O controlador conta esses pulsos e deduz o deslocamento. A informação é sempre relativa ao ponto de partida: quando a máquina liga, ele não sabe onde está — precisa de uma referência (home) para se localizar.
A maioria tem três canais: A e B defasados em 90°, que dão sentido de giro, e o canal Z (ou zero), que emite um pulso por volta e serve justamente de referência. Em ambiente industrial é comum a versão com canais complementares (A/, B/, Z/), que melhora a imunidade a ruído em cabo longo.
É a escolha natural quando o que interessa é velocidade, comprimento ou contagem — e quando fazer referência na partida não atrapalha a produção.

Absoluto: a posição não se perde
O encoder absoluto associa cada posição do eixo a um código próprio. Ao energizar, ele já informa onde está, sem procurar referência. Existe em duas formas: monovolta, que repete o código a cada volta, e multivolta, que também conta quantas voltas completas foram dadas.
Isso muda a operação em dois cenários clássicos: máquina que para no meio do ciclo por falta de energia e precisa retomar de onde estava, e eixo que não pode fazer movimento de referência sem colidir — mesa de corte, manipulador, elevador de carga.
A saída, nesse caso, costuma ser digital em protocolo: SSI, CANopen, Profibus ou EtherCAT. É o que o acionamento espera receber, e é o primeiro dado a conferir na substituição.
Os cinco dados que definem a troca
A plaqueta do encoder tem o que você precisa. Antes de comprar, anote:
- Resolução — pulsos por volta no incremental (1024 e 2048 são os mais comuns) ou número de bits no absoluto. Resolução diferente muda a contagem do acionamento.
- Tensão de alimentação — 5 V, 10–30 V ou 24 V. Ligar um modelo de 5 V em 24 V queima na hora.
- Tipo de saída — push-pull, line driver (RS422), HTL ou TTL no incremental; SSI, CANopen ou similar no absoluto.
- Eixo — sólido ou vazado, e o diâmetro em milímetros (6, 8, 10, 12 mm são frequentes).
- Flange e fixação — sincronismo, quadrado, com haste de reação ou mola antigiro.
Com esses cinco dados a substituição é direta, mesmo trocando de fabricante.
Quando trocar (e quando o problema é outro)
Encoder não costuma avisar antes de falhar: a máquina é que começa a errar posição, perder referência ou dar alarme de retorno. Os sinais mais comuns de peça danificada são contagem que some em partes do ciclo, alarme de perda de sinal e erro que aparece junto com vibração.
Antes de condenar o encoder, verifique três coisas, nessa ordem: o acoplamento (folga ou borracha ressecada fazem o eixo girar sem o encoder acompanhar), o cabo e a blindagem (malha aterrada nas duas pontas é causa frequente de ruído) e a alimentação sob carga. Eliminadas essas hipóteses, e com cabo rompido ou disco trincado, a troca é o caminho — reparo em encoder não é confiável.
Incremental x absoluto: o que muda na prática
| Incremental | Absoluto | |
|---|---|---|
| Informação | Deslocamento a partir do ponto de partida | Posição exata do eixo |
| Após falta de energia | Precisa refazer a referência | Já sabe onde está |
| Saída típica | Push-pull, line driver, HTL/TTL | SSI, CANopen, Profibus, EtherCAT |
| Aplicação natural | Velocidade, comprimento, contagem | Posicionamento e eixos que não podem referenciar |
| Custo relativo | Menor | Maior |
Encoders na Ecotron: especificação conferida antes de despachar
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Perguntas frequentes
Posso trocar um encoder incremental por um absoluto?
Só se o acionamento aceitar o protocolo do absoluto. Eletricamente e mecanicamente pode até encaixar, mas o controlador precisa saber ler SSI, CANopen ou o padrão do modelo — caso contrário ele não reconhece o sinal.
O que significa 1024 ppr?
É a resolução: 1.024 pulsos por volta. Quanto maior esse número, mais fina é a leitura de posição e velocidade — e mais exigente fica o cabo, por causa da frequência do sinal.
Encoder de outro fabricante serve?
Serve, desde que resolução, alimentação, tipo de saída, diâmetro do eixo e padrão de flange sejam equivalentes. É por isso que esses cinco dados são o que pedimos para indicar a peça.
Dá para testar encoder com multímetro?
Dá para checar alimentação e ver se os canais alternam nível ao girar o eixo devagar, o que indica que o encoder responde. Para confirmar resolução e forma de onda é preciso osciloscópio ou a própria tela do acionamento.
Mande o código, a foto da peça ou o datasheet: confirmamos o item certo ou o equivalente homologado.


